PROGRAMA DE AVIAí‡íO PARA FOMENTAR TURISMO NO INTERIOR NíO INCLUI TORRES

13 de julho de 2015

 

Aeroporto de Torres (foto) não foi benificado em programa federal

 

 

A boa notí­cia é que, nesta semana, a prefeitura decidiu que irá manter serviços de vigilância, de limpeza e de corte de grama no Aeroporto de Torres. Além disso,  o serviço de radiocomunicação – que custa cerca de R$ 11 mil mensais e é fundamental para a operacionalidade dos voos (principalmente quando as condiçíµes do tempo são irregulares ou no céu noturno)  – será rateado entre as entidades ligadas a aviação (incluindo a Escola de Formação de Pilotos Realizar)  e poderá ter continuidade. Este serviço de Radiocomunicação do aeroporto regional era pago pelo governo estadual (gestor oficial do mesmo), mas foi cortado desde o começo de 2015 na gestão do Governo Sartori.  

Mas ainda lutamos por mais utilidade – e reconhecimento – do Aeroporto Regional de Torres. Acontece que o Programa de Aviação Regional da Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República, que beneficia 270 aeroportos brasileiros, vai incluir trinta e quatro cidades estratégicas para o desenvolvimento do Turismo no paí­s.  E por questíµes de critérios do Ministério do Turismo, Torres não está sequer citada na lista de cidades turí­sticas que possuem aeroportos.  Os destinos, contemplados pela Polí­tica Nacional de Turismo, foram selecionados em parceria com o Ministério do Turismo e contemplam regiíµes fora das capitais.

 Conforme avalia o MTur, o by browseonline"> investimento do governo federal, que totaliza R$ 7,3 bilhíµes, vai tornar o turismo mais acessí­vel para os brasileiros. Para o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, o desafio é aprimorar a malha aérea para ampliar a mobilidade dos visitantes e a integração de roteiros no paí­s. O Brasil já é o terceiro mercado do mundo em aviação doméstica comercial, segundo a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês).

 

Gramado terá aeroporto construí­do pelo projeto

 

Quatro cidades vão contar com aeroportos construí­dos do zero: Maraú (BA), Ouro Preto (MG), Maragogi (AL) e Gramado (RS). Dezessete deles não recebem voos comerciais regulares atualmente e devem contemplar esse tipo de operação após as adequaçíµes. São eles: Barcelos (AM), Aracati (CE), Jericoacoara (CE), Alto Paraí­so (GO), Pirenópolis (GO), Barreirinhas (MA), Diamantina (MG), São João Del Rei (MG), Cáceres (MT), São Raimundo Nonato (PI), Paranaguá (PR), Angra dos Reis (RJ), Cabo Frio (RJ), Paraty (RJ), São Joaquim (SC), São José dos Campos (SP) e Mateiros (TO).

 

Torres não é relacionada

 

Nos demais aeroportos (13), será possí­vel aproveitar a infraestrutura já existente, de acordo com a SAC. í‰ o caso de: Parintins (AM), Lençóis (BA), Porto Seguro (BA), Juazeiro do Norte (CE), Caldas Novas (GO), Bonito (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Fernando de Noronha (PE), Parnaí­ba (PI), Foz do Iguaçu (PR), Caxias do Sul (RS) e Navegantes (SC). Além disso, serão beneficiadas indiretamente: Bento Gonçalves (RS), Balneário Camboriú (SC), Nova Olinda (CE), Tiradentes (MG), Búzios (RJ), Ilhabela (SP). Torres não consta… provavelmente por não ser considerada, ainda, cidade em região indutora de Turismo no cadastro do MTur

 

SOBRE O PROGRAMA FEDERAL PARA AEROPORTOS

 

De acordo com a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, o Brasil possui cerca de 100 aeroportos em operação em cidades do interior. Mais de 40 milhíµes de brasileiros moram a mais de 100km desses aeroportos. O Programa de Aviação Regional trabalha para diminuir a distância entre destino e visitante. Por meio do by browseonline"> investimento em 270 terminais aeroportuários, 96% da população estará a, no máximo, 100 quilí´metros de um aeroporto.

Aeroportos de 28 cidades receberão investimentos diretos do governo federal: reforma em terminal de passageiros, pátio de aeronaves, pista de pouso, entre outras melhorias de infraestrutura. Outros seis terminais serão atendidos pelo by browseonline"> aeroporto da cidade mais próxima. í‰ o caso de Búzios (RJ), cujo visitante vai poder aterrissar em Cabo Frio, a 50 km dali, e não mais na capital do estado, localizada a quase 200 quilí´metros do destino final.

Segundo o ministro da Aviação, Eliseu Padilha, o turismo foi um dos principais motivos para o desenvolvimento do programa. Queremos garantir a expansão da malha para integração do território nacional, desenvolvimento dos polos regionais, fortalecimento dos centros de turismo e a garantia do acesso das comunidades isoladas í  saúde e inclusão social, explicou.

O programa é uma conquista para o setor, segundo o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (ABAV), Antonio Azevedo. Ele acredita que o programa vai revolucionar a aviação civil brasileira e vai impactar positivamente no turismo brasileiro. A falta do transporte aéreo inibe o desenvolvimento turí­stico de alguns destinos. A tendência é que as pessoas façam cada vez mais viagens curtas e, então, se elas perdem muito tempo no trajeto, ficam menos tempo no destino. Ninguém quer isso, analisa.

 

*Com informaçíµes de Ministério do Turismo


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